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Gestão de Logs de VPN e Troubleshooting

Com a nova consola de troubleshooting podes gerar, consultar e descarregar logs do túnel VPN diretamente a partir do painel e diagnosticar incidentes sem depender do suporte na maioria dos casos.


1. Introdução

Neste tutorial aprenderá a:

  • Gerar logs do túnel a partir do painel.

  • Procurar, copiar e descarregar o .log.

  • Identificar em que fase falha a VPN (Fase 1 IKE vs Fase 2 IPsec/CHILD_SA).

  • Aplicar um guia rápido “mensagem → causa provável → ação”.

  • Saber quando escalar e que informação enviar para acelerar a resolução.

     

2. Pré-requisitos

  • Acesso à plataforma com permissões sobre a subscrição de rede.

  • Um túnel VPN criado (esteja ou não operacional).

  • (Opcional) Acesso a logs do equipamento remoto para correlacionar se precisares de ir mais além.

     

3. Como gerar e consultar logs a partir do painel

  1. Aceda à sua subscrição com VPN e entre em Troubleshooting / Logs.

  2. Clique em Gerar logs.

  3. Na consola poderá:

  • Ver os eventos da troca de dados.

  • Procurar termos (recomendado: error, failed, proposal, AUTH, TS_, CHILD_SA, responding).

  • Copiar fragmentos relevantes (para suporte ou para sua análise).

  • Descarregar o ficheiro .log para revê-lo localmente.

     

 

Duas notas importantes para evitar confusões

  • Fuso horário: os logs mostram a data e hora convertidas para o seu fuso horário, para que os eventos coincidam com a hora real em que fez o teste. Assim pode comparar facilmente esses timestamps com os registos do equipamento remoto e confirmar que estão a olhar para o mesmo momento da falha.

  • Rotação de logs: o histórico é gerido por tamanho, não por “últimos X dias”.
    Se precisar de capturar uma falha concreta: reproduza o problema e gere logs logo de seguida.

     

 

 

 

4. Troubleshooting Fase 1 vs Fase 2

Para entender como pode falhar uma VPN site-to-site tem de compreender estes dois passos:

Fase 1 — Ligação inicial (IKE)

Aqui as duas extremidades põem-se de acordo para poderem “falar”: validam-se entre si e acordam como se vão ligar.
Se falha esta fase, o mais típico é:

  • A outra extremidade não responde (conectividade ou portas fechadas).

  • Não coincidem alguns ajustes básicos (por exemplo, tipo de cifragem).

  • A chave (PSK) ou a identificação não coincide.

Nos logs, quando isto corre bem costuma aparecer: IKE_SA ... established.

 

 

Fase 2 — Passagem de dados (IPsec)

Uma vez que a ligação inicial está OK, cria-se o túnel por onde irá o tráfego real entre redes.
Se falha esta fase, o mais típico é:

  • As redes/sub-redes configuradas não coincidem em ambos os lados.

  • Existe uma firewall ou uma política a bloquear o tráfego.

  • Faltam rotas para chegar à rede remota.

Nos logs, quando isto corre bem costuma aparecer: CHILD_SA ... established.

 

 

Regra rápida

  • Se vê IKE_SA ... established mas não vê CHILD_SA ... established → o problema costuma estar em redes/rotas/firewall (fase 2).

  • Se não chega a IKE_SA ... established → o problema está na ligação inicial (fase 1).

     

5. Guia rápido de interpretação de logs

 

 

6. Checklist de diagnóstico passo a passo

Gere logs e procure: error, failed, proposal, AUTH, TS_.

  • Veja se aparece IKE_SA ... established:

    • Não aparece → está perante um problema de ligação inicial (Fase 1).

    • Sim, aparece → passe ao ponto seguinte.

  • Verifique se aparece CHILD_SA ... established:

    • Não aparece → costuma ser uma questão de redes/rotas/firewall (Fase 2).

    • Sim, aparece → o túnel está bem; se não houver tráfego, costuma ser rotas ou políticas (não o túnel).

  • Se vê peer not responding → reveja UDP 500/4500 e firewall/NAT.

  • Se vê no proposal chosen → existem ajustes que não coincidem (cifragens/grupos/tempos).

  • Se vê AUTHENTICATION_FAILED → reveja a chave (PSK) ou certificados/IDs.

  • Se vê TS_UNACCEPTABLE → reveja se as sub-redes coincidem exatamente em ambos os lados.

     

7. Como podemos ajudar a partir de Partner Success e que informação nos ajudará a dar-te suporte mais rápido

Se depois de realizar estes passos continuar a ter dificuldades, teremos todo o gosto em ajudar a partir de Partner Success.

Para agilizar o suporte e podermos encontrar a solução o quanto antes, é muito útil que nos envie o seguinte:

Do log:

  • O primeiro erro que aparece.

  • 20–30 linhas antes e depois (para ver o contexto).

  • Os timestamps (data e hora) tal como aparecem.

Do túnel/configuração:

  • Versão de IKE (v1/v2/Auto).

  • IP ou FQDN do peer remoto.

  • Sub-redes locais e remotas (CIDR).

  • Se existe NAT ou firewall pelo meio.

  • A hora exata em que fez o teste.

Como os logs rodam por tamanho, tente reproduzir a falha e gerar logs logo de seguida, para que o log contenha exatamente o que precisamos de ver.

 

8. Conclusão

Como pode ver neste tutorial, a consola de troubleshooting pode poupar muitas dores de cabeça e dar um diagnóstico claro em poucos minutos.

Jose Pastor
19 de Fevereiro de 2026